
O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é um transtorno de ansiedade caracterizado por preocupação excessiva, persistente e difícil de controlar. Essas preocupações podem envolver trabalho, saúde, dinheiro, família, relacionamentos e diferentes situações do cotidiano.
Diferentemente da ansiedade ocasional, o TAG pode permanecer por meses ou até anos e interferir na qualidade de vida, no sono, no trabalho, nos estudos e nos relacionamentos. O National Institute of Mental Health (NIMH) descreve o TAG como uma condição marcada por preocupação intensa ou frequente, difícil de controlar e associada a diferentes situações da vida.
O TAG não significa simplesmente “pensar demais”. Quando a preocupação se torna frequente, difícil de controlar e começa a interferir no sono, no trabalho, nos relacionamentos ou em outras áreas da vida, é importante considerar uma avaliação profissional.
- Diferença fundamental: no TAG, a preocupação ocorre na maioria dos dias durante pelo menos seis meses, é difícil de controlar e pode provocar sofrimento ou prejuízo funcional.
- Impacto no corpo: a ansiedade persistente pode estar associada a tensão muscular, fadiga, alterações do sono e sintomas gastrointestinais.
- Armadilha cognitiva: a preocupação excessiva pode criar um ciclo no qual imaginar diferentes cenários parece uma tentativa de manter tudo sob controle.
- Tratamento baseado em evidências: a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma das abordagens psicoterapêuticas mais estudadas para o TAG, mas não é a única abordagem com evidências científicas.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que os transtornos de ansiedade estão entre os transtornos mentais mais comuns no mundo e podem causar sofrimento significativo e prejuízos na vida cotidiana.
O que realmente acontece quando a mente não consegue desligar?
A diferença entre preocupação normal e TAG
Todo mundo se preocupa em determinados momentos.
Uma prova, uma entrevista de emprego, uma dificuldade financeira ou um problema familiar podem naturalmente provocar ansiedade. Essa reação pode ser útil porque nos prepara para lidar com situações que exigem atenção.
A diferença está principalmente na intensidade, duração, dificuldade de controle e impacto da preocupação na vida cotidiana.
No TAG, a pessoa apresenta preocupação excessiva com diferentes acontecimentos ou atividades, na maioria dos dias, durante pelo menos seis meses. Além disso, pode ter dificuldade para controlar essa preocupação e apresentar sintomas como inquietação, fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração, tensão muscular ou alterações do sono.
Essas características são descritas pelo National Institute of Mental Health (NIMH).
Por isso, não é necessário existir uma grande ameaça concreta para que a pessoa permaneça apreensiva.
A mente pode continuar antecipando problemas mesmo quando não há uma situação imediata que justifique esse nível de preocupação.
É como se o cérebro permanecesse procurando respostas para perguntas que ainda nem precisam ser respondidas.

A neurobiologia da ansiedade generalizada
O cérebro possui diferentes estruturas envolvidas na avaliação de ameaças, na regulação emocional, na atenção e na tomada de decisões. Entre elas está a amígdala, uma região relacionada ao processamento de estímulos emocionalmente relevantes.
Pesquisas de neuroimagem encontraram diferenças envolvendo a amígdala, o córtex pré-frontal e outras regiões cerebrais em pessoas com TAG. Uma revisão sistemática publicada no Brazilian Journal of Psychiatry encontrou alterações em diferentes regiões cerebrais, mas também destacou limitações metodológicas e a heterogeneidade dos estudos.
A revisão disponível no PubMed ajuda a compreender por que o TAG não pode ser explicado por uma única região cerebral.
Isso é importante porque o transtorno não pode ser resumido à ideia de que existe uma “área do medo quebrada”.
A ansiedade generalizada envolve uma rede complexa de processos cerebrais e psicológicos.
Pesquisas também investigam como alterações na comunicação entre regiões relacionadas à emoção e à regulação cognitiva podem participar do quadro. Uma revisão sistemática sobre a neurobiologia do TAG encontrou alterações envolvendo amígdala e regiões pré-frontais, mas classificou os resultados neuroendócrinos, incluindo aqueles relacionados ao cortisol, como menos consistentes.
Consulte a revisão científica no PubMed.
O TAG provavelmente resulta da interação entre fatores biológicos, psicológicos e ambientais. Essa combinação ajuda a explicar por que duas pessoas submetidas a situações semelhantes podem desenvolver respostas de ansiedade diferentes.
Quais são os sintomas do TAG?
O Transtorno de Ansiedade Generalizada pode provocar sintomas emocionais, cognitivos e físicos.
Entre os mais comuns estão:
- preocupação excessiva com diferentes áreas da vida;
- dificuldade para controlar a preocupação;
- sensação de estar constantemente em alerta;
- inquietação ou dificuldade para relaxar;
- irritabilidade;
- dificuldade de concentração;
- cansaço ou fadiga;
- tensão muscular;
- dificuldade para iniciar ou manter o sono;
- dores de cabeça;
- dores musculares;
- desconforto ou dor abdominal;
- tremores;
- suor excessivo;
- sensação de falta de ar em algumas pessoas.
O NIMH também relaciona o TAG a sintomas como dificuldade para relaxar, problemas de concentração, fadiga, tensão muscular, alterações do sono e dores de cabeça, musculares ou estomacais.
A OMS também descreve manifestações físicas e cognitivas associadas aos transtornos de ansiedade, incluindo tensão física, dificuldade de concentração, irritabilidade, problemas de sono, náusea, desconforto abdominal, palpitações, tremores e suor.
Nem todas as pessoas apresentam os mesmos sintomas ou a mesma intensidade.
O corpo também sente a ansiedade
Estresse, sistema nervoso e sintomas físicos
A ansiedade não acontece apenas no campo dos pensamentos.
Ela envolve respostas fisiológicas que podem produzir sensações físicas reais.
Quando uma pessoa percebe uma situação como ameaçadora, o organismo pode aumentar seu estado de alerta. Sistemas relacionados à resposta ao estresse, incluindo o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA), participam desse processo.
No TAG, pesquisas investigam alterações em circuitos cerebrais e sistemas neuroendócrinos relacionados à ansiedade e ao estresse.
Entretanto, os resultados sobre cortisol não são completamente uniformes.
Por isso, não é correto afirmar que todas as pessoas com TAG apresentam uma “inundação” contínua de cortisol.
Uma revisão sistemática sobre os mecanismos neurobiológicos do TAG encontrou alterações em diferentes sistemas, mas destacou que os achados neuroendócrinos são menos consistentes do que algumas das alterações observadas em circuitos cerebrais.
Na prática, a ansiedade persistente pode estar associada a manifestações como tensão muscular, fadiga, alterações do sono e desconforto gastrointestinal.
Tensão muscular, insônia e desconforto gastrointestinal
Quando a preocupação permanece ativa durante longos períodos, o corpo pode ter dificuldade para entrar em estados de descanso.
Isso pode contribuir para:
- tensão no pescoço e nos ombros;
- dores musculares;
- dores de cabeça;
- dificuldade para dormir;
- cansaço durante o dia;
- desconforto abdominal;
- náuseas ou outras alterações gastrointestinais.
Esses sintomas são reais, mas não devem ser automaticamente atribuídos à ansiedade.
Algumas condições médicas podem produzir manifestações semelhantes. Por isso, quando os sintomas são persistentes, intensos, novos ou preocupantes, uma avaliação profissional é importante.

TAG x ansiedade comum: qual é a diferença?
| Característica | Ansiedade ocasional | TAG |
|---|---|---|
| Preocupação | Geralmente relacionada a uma situação específica | Pode envolver diferentes áreas da vida |
| Controle | Tende a diminuir quando o problema é resolvido | Pode ser difícil de controlar |
| Duração | Geralmente temporária | Persiste na maioria dos dias por pelo menos seis meses |
| Impacto | Normalmente limitado | Pode interferir no sono, trabalho, relações e rotina |
| Sintomas físicos | Podem aparecer durante períodos de estresse | Podem acompanhar a preocupação de forma persistente |
A diferença não está simplesmente em “ter ansiedade” ou “não ter ansiedade”.
A ansiedade faz parte da experiência humana. O problema surge quando a preocupação se torna excessiva, persistente, difícil de controlar e passa a provocar sofrimento ou prejuízo funcional.
A OMS diferencia os transtornos de ansiedade da ansiedade cotidiana pela intensidade, dificuldade de controle, duração e interferência nas atividades da vida diária.
Por que a preocupação parece impossível de interromper?
Pensamento catastrófico e sensação de falta de controle
Uma das características mais desgastantes do TAG é a sensação de que continuar pensando no problema pode ajudar a evitá-lo.
A pessoa pode imaginar diferentes cenários:
“E se alguma coisa der errado?”
“E se eu não estiver preparado?”
“E se acontecer algo com minha família?”
O problema é que a tentativa de encontrar uma resposta definitiva para todas essas possibilidades pode alimentar ainda mais a preocupação.
Em vez de produzir segurança, a preocupação excessiva pode manter a atenção direcionada para possíveis ameaças futuras.
É como tentar fechar dezenas de abas do navegador ao mesmo tempo: quanto mais a pessoa tenta resolver tudo mentalmente, mais difícil pode parecer encontrar um ponto de descanso.
Esse padrão não significa falta de força de vontade.
É justamente por isso que diferentes formas de psicoterapia procuram trabalhar não apenas o conteúdo dos pensamentos, mas também a maneira como a pessoa responde à preocupação, à incerteza e às emoções difíceis.
Como é feito o diagnóstico do TAG?
O diagnóstico do Transtorno de Ansiedade Generalizada é clínico e deve ser realizado por profissional habilitado.
A avaliação considera a frequência e a intensidade das preocupações, a dificuldade para controlá-las, a duração dos sintomas, os sinais associados e o impacto da ansiedade na vida cotidiana.
De acordo com o NIMH, o TAG envolve dificuldade de controlar a preocupação na maioria dos dias durante pelo menos seis meses, acompanhada por sintomas associados.
Em adultos, também são considerados sintomas como inquietação, fadiga, dificuldade de concentração, irritabilidade, tensão muscular e problemas de sono.
Como sintomas semelhantes podem aparecer em outras condições psicológicas ou físicas, o profissional pode avaliar a necessidade de investigar outras possíveis causas.
Por isso, não é recomendável realizar um autodiagnóstico apenas com base em listas de sintomas encontradas na internet.
Como tratar o Transtorno de Ansiedade Generalizada?

O tratamento do TAG deve ser individualizado.
Dependendo da situação, pode envolver psicoterapia, medicação ou a combinação das duas estratégias.
A escolha depende das características, necessidades e preferências de cada pessoa e deve ser discutida com profissionais de saúde.
O NICE — National Institute for Health and Care Excellence recomenda uma abordagem escalonada para o TAG. Para pessoas com prejuízo funcional importante ou que não responderam adequadamente a intervenções iniciais, a diretriz considera como opções uma intervenção psicológica de alta intensidade, como TCC ou relaxamento aplicado, ou tratamento medicamentoso.
Isso é importante porque não existe uma única abordagem psicológica que seja necessariamente a melhor para todas as pessoas.
Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma das abordagens psicoterapêuticas mais estudadas para o TAG e apresenta uma das bases de evidência mais robustas.
Segundo o NIMH, a TCC é uma psicoterapia baseada em evidências e amplamente utilizada no tratamento do TAG.
A TCC ajuda a pessoa a identificar padrões automáticos de pensamento, questionar interpretações excessivamente negativas e modificar comportamentos que podem contribuir para a manutenção da ansiedade.
O objetivo não é simplesmente “parar de pensar”.
É aprender a reconhecer quando a preocupação deixou de ser uma ferramenta útil de planejamento e passou a funcionar como um ciclo de ansiedade.
Uma meta-análise publicada no Clinical Psychology Review avaliou estudos de psicoterapia para TAG e encontrou evidências favoráveis à eficácia da TCC. Consulte a meta-análise no PubMed.
Relaxamento aplicado
O relaxamento aplicado é outra abordagem com evidência específica para o TAG.
A técnica ensina a pessoa a reconhecer sinais de tensão e ansiedade e utilizar estratégias de relaxamento, especialmente relaxamento muscular, em situações que provocam ansiedade.
O NICE inclui o relaxamento aplicado entre as intervenções psicológicas de alta intensidade para pessoas com TAG.
Além disso, uma meta-análise longitudinal publicada no Journal of Consulting and Clinical Psychology comparou TCC e relaxamento aplicado e encontrou diferenças relativas pequenas entre as abordagens ao longo do acompanhamento. Consulte o estudo no PubMed.
Isso significa que o relaxamento aplicado não deve ser tratado como uma simples técnica de “respirar fundo”, mas como uma intervenção estruturada quando aplicada terapeuticamente.
Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT)
A Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) é uma abordagem comportamental que trabalha processos como flexibilidade psicológica, aceitação de experiências internas difíceis, atenção ao momento presente e comprometimento com ações alinhadas aos valores pessoais.
Em vez de tentar eliminar todos os pensamentos ansiosos, a ACT procura ajudar a pessoa a modificar sua relação com esses pensamentos e emoções.
A ACT possui evidência crescente para transtornos de ansiedade, incluindo estudos específicos com TAG.
Uma revisão sistemática sobre ACT realizada pela internet encontrou resultados favoráveis em diferentes transtornos de ansiedade, incluindo TAG, embora os autores tenham destacado a necessidade de mais ensaios controlados. Consulte a revisão no PubMed.
Mais recentemente, uma revisão narrativa publicada em 2026 analisou especificamente a ACT para TAG e encontrou suporte preliminar para sua eficácia, mas também ressaltou diferenças importantes entre os estudos e a necessidade de pesquisas metodologicamente mais robustas. Veja a revisão de 2026 no PubMed.
Portanto, a ACT pode ser apresentada como uma abordagem promissora e baseada em evidências emergentes, mas não deve ser descrita como equivalente à TCC em força de evidência para TAG.
Terapias baseadas em mindfulness
Intervenções baseadas em mindfulness também vêm sendo estudadas para pessoas com TAG.
O objetivo não é “esvaziar a mente”, mas desenvolver uma atenção mais consciente ao momento presente, reduzindo a tendência de se envolver automaticamente com pensamentos e preocupações.
Uma revisão sistemática e meta-análise publicada em 2023 analisou especificamente treinamentos baseados em mindfulness para adultos com TAG. Os resultados indicaram redução dos sintomas de ansiedade em comparação com controles inativos ou não especificados. Entretanto, os autores destacaram que havia poucos estudos, risco elevado de viés e baixa certeza da evidência, além de não terem encontrado efeito significativo quando o mindfulness foi comparado com controles ativos. Consulte o estudo no PubMed.
Por isso, o mais correto é dizer que mindfulness apresenta evidência promissora para TAG, mas ainda possui uma base científica menos consolidada do que a TCC.
Psicoterapia psicodinâmica
A psicoterapia psicodinâmica de curto prazo também possui estudos específicos envolvendo pessoas com TAG.
Essa abordagem pode explorar conflitos emocionais, padrões de relacionamento, experiências internas e formas recorrentes de lidar com emoções e situações interpessoais.
Um ensaio clínico randomizado publicado no American Journal of Psychiatry comparou psicoterapia psicodinâmica de curto prazo e TCC em pessoas com TAG. Ambas produziram melhorias significativas e estáveis nos sintomas de ansiedade e depressão. Entretanto, a TCC apresentou vantagem em algumas medidas relacionadas à ansiedade-traço, preocupação e depressão. Consulte o estudo no PubMed.
Um acompanhamento posterior de 12 meses também encontrou melhorias grandes e estáveis nas duas abordagens, embora a TCC tenha apresentado vantagem em algumas medidas de ansiedade-traço e preocupação. Veja o acompanhamento no PubMed.
Portanto, a psicoterapia psicodinâmica possui evidência científica para TAG, mas sua base de evidências é menor do que a da TCC. Uma revisão do status empírico da psicoterapia psicodinâmica classificou sua evidência para TAG como “possivelmente eficaz”, indicando a necessidade de mais pesquisas. Consulte a revisão no PubMed.
Qual abordagem psicológica é melhor para o TAG?
Não existe uma resposta única para todas as pessoas.
A TCC possui a base de evidências mais robusta entre as psicoterapias para TAG, enquanto o relaxamento aplicado também possui evidências específicas e é contemplado em diretrizes clínicas importantes.
ACT, mindfulness e psicoterapia psicodinâmica apresentam evidências científicas, mas com diferentes níveis de robustez.
Uma escolha terapêutica adequada deve considerar:
- intensidade dos sintomas;
- duração do transtorno;
- presença de outros problemas psicológicos;
- características pessoais;
- preferências do paciente;
- disponibilidade de profissionais capacitados;
- experiência do psicólogo com a abordagem;
- resposta ao tratamento ao longo do acompanhamento.
O NICE recomenda que a escolha entre determinadas opções de tratamento leve em consideração as preferências da pessoa e sua situação clínica.
Portanto, não é correto afirmar que uma única abordagem funciona para todas as pessoas.
A melhor psicoterapia é aquela que apresenta evidências adequadas para o problema, é conduzida por profissional capacitado e faz sentido para as necessidades daquela pessoa.
A mudança acontece gradualmente
A psicoterapia não promete eliminar todas as preocupações da vida.
O objetivo é desenvolver recursos para lidar melhor com pensamentos, emoções, incertezas e situações difíceis, reduzindo o impacto da ansiedade sobre a rotina.
Com acompanhamento adequado, a pessoa pode aprender a:
- reconhecer padrões de preocupação;
- identificar pensamentos automáticos;
- questionar interpretações excessivamente negativas;
- tolerar melhor a incerteza;
- desenvolver estratégias de regulação emocional;
- modificar comportamentos que mantêm a ansiedade;
- recuperar atividades prejudicadas pelo transtorno;
- construir uma relação mais funcional com pensamentos e emoções.
A mudança costuma acontecer progressivamente e pode exigir tempo, prática e acompanhamento profissional.
TAG tem cura?
O TAG é uma condição tratável.
Isso não significa necessariamente que todas as pessoas terão exatamente o mesmo percurso ou que nunca mais experimentarão preocupação ou ansiedade.
O objetivo do tratamento é reduzir a intensidade e a frequência dos sintomas, melhorar o funcionamento cotidiano e desenvolver recursos para lidar de maneira mais saudável com preocupações e situações difíceis.
A OMS destaca que existem tratamentos eficazes para os transtornos de ansiedade.
Com o tratamento adequado, muitas pessoas conseguem melhorar significativamente sua qualidade de vida.
Quando procurar ajuda?
Nem toda preocupação significa que uma pessoa tem TAG.
Porém, vale buscar avaliação profissional quando a ansiedade:
- acontece com frequência;
- é difícil de controlar;
- interfere no sono;
- prejudica o trabalho ou os estudos;
- afeta relacionamentos;
- provoca sofrimento significativo;
- vem acompanhada de sintomas físicos persistentes;
- faz com que a pessoa evite atividades importantes da vida cotidiana.
Se você percebe que a preocupação ocupa grande parte do seu dia ou que sua rotina está sendo organizada em função da ansiedade, conversar com um profissional pode ajudar a compreender melhor o que está acontecendo.
Você não precisa viver com a mente em estado de alerta
Viver constantemente preocupado pode ser exaustivo.
Mas o TAG é uma condição que pode ser tratada, e buscar ajuda não significa falta de força ou incapacidade de lidar com a própria vida.
Se a preocupação constante está interferindo no seu sono, trabalho, relacionamentos ou qualidade de vida, buscar acompanhamento psicológico pode ser um passo importante.
Na Psicólogos Brasil, você pode encontrar profissionais de Psicologia para compreender melhor suas necessidades e conhecer possibilidades de acompanhamento psicológico.
O primeiro passo não é conseguir controlar todos os pensamentos.
É começar a entender por que eles continuam voltando — e aprender, com ajuda adequada, a responder a eles de uma maneira diferente.
FAQ — Perguntas Frequentes sobre TAG
1. O que é TAG?
O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é um transtorno de ansiedade caracterizado por preocupação excessiva, persistente e difícil de controlar. As preocupações podem envolver trabalho, saúde, dinheiro, família, relacionamentos e diferentes situações do cotidiano.
2. Quais são os principais sintomas do TAG?
Os principais sintomas do TAG incluem preocupação excessiva e difícil de controlar, sensação de estar constantemente em alerta, inquietação, dificuldade para relaxar, irritabilidade, dificuldade de concentração, fadiga, tensão muscular e alterações do sono. Algumas pessoas também podem apresentar dores de cabeça, dores musculares, desconforto abdominal, tremores, suor excessivo ou sensação de falta de ar.
3. TAG tem cura?
O TAG é uma condição tratável. O tratamento busca reduzir a intensidade e a frequência dos sintomas, melhorar o funcionamento cotidiano e desenvolver recursos para lidar melhor com preocupações, emoções e situações difíceis. O percurso varia de pessoa para pessoa e pode exigir acompanhamento profissional.
4. Qual é a melhor terapia para TAG?
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) possui uma das bases de evidências mais robustas para o tratamento do TAG. O relaxamento aplicado também possui evidências específicas. Outras abordagens, como Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), intervenções baseadas em mindfulness e psicoterapia psicodinâmica, também apresentam evidências científicas em diferentes níveis. A escolha deve considerar as características, necessidades e preferências de cada pessoa.
5. TCC funciona para TAG?
Sim. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma das psicoterapias mais estudadas para o Transtorno de Ansiedade Generalizada e possui evidências favoráveis de eficácia. A TCC trabalha padrões automáticos de pensamento, interpretações excessivamente negativas e comportamentos que podem contribuir para a manutenção da ansiedade.
6. Mindfulness ajuda no TAG?
Intervenções baseadas em mindfulness apresentam evidências para redução dos sintomas de ansiedade. Entretanto, a base científica é menos consolidada do que a disponível para a Terapia Cognitivo-Comportamental. O mindfulness pode ser utilizado como estratégia terapêutica dentro de um plano de tratamento individualizado.
7. ACT funciona para ansiedade generalizada?
A Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) possui evidências científicas crescentes para transtornos de ansiedade, incluindo estudos sobre TAG. A abordagem trabalha processos como flexibilidade psicológica, aceitação de experiências internas difíceis e ações alinhadas aos valores pessoais.
8. Quem diagnostica o TAG?
O diagnóstico do Transtorno de Ansiedade Generalizada deve ser realizado por profissional habilitado, considerando a frequência, intensidade e duração das preocupações, a dificuldade de controlá-las, os sintomas associados e o impacto na vida cotidiana. Em alguns casos, também pode ser necessário investigar outras condições que possam explicar sintomas físicos ou emocionais semelhantes.
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